
A corrida pela presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, está começando a tomar contornos mais definitivos, com o Partido Liberal (PL) prestes a anunciar, formalmente, o nome do senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, como seu candidato. Esse anúncio, conforme informações veiculadas na imprensa, deve ocorrer na próxima quarta-feira (4). A movimentação acontece apesar das intensas negociações do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, que busca a reeleição e está labutando para alinhar apoio entre senadores de diferentes partidos, incluindo aqueles que compõem a oposição.
O cenário político se torna ainda mais interessante com o PL emergindo como a maior bancada do Senado, agora contando com 28 parlamentares. Para conquistar a presidência, o candidato eleito precisa obter a maioria absoluta, ou seja, 41 dos 80 votos dos senadores. Davi Alcolumbre está ativamente buscando ampliar sua base de apoio, considerando certos senadores do PL, do Progressistas (PP) e do Republicanos como possíveis aliados.
Uma das estratégias de Alcolumbre, conforme rumores, inclui a discussão de um projeto de anistia para aqueles condenados pelos eventos de 8 de janeiro, que abarcaria até mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Este último, condenado por tentativa de golpe de Estado, cumpre pena em regime domiciliar por questões de saúde. Tal proposta poderia não só reforçar a relação com a oposição, mas também diminuir a pressão em torno de iniciativas para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), onde atualmente 190 condenados pelos ataques permanecem detidos, com 70 deles em prisão domiciliar.
Nos bastidores, o PL apresenta um quadro de divisões sobre a conveniência de lançar uma candidatura própria. Alguns membros expressam a preocupação de que uma disputa sem um consenso prévio possa resultar em desgaste, lembrando a derrota de Marinho para Rodrigo Pacheco em 2023. Contudo, a maioria da bancada decidiu apoiar Marinho, ignorando a possibilidade de um acordo com Alcolumbre.
Paralelamente, a senadora Tereza Cristina, do Progressistas, também manifesta interesse em concorrer, almejando ser a primeira mulher a presidir o Senado, deixando claro que as negociações seguem abertas até a votação.
Entretanto, a candidatura de Marinho enfrenta obstáculos, principalmente após a controvérsia envolvendo a carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro, que se proclamou “presidente eleito”, causando descontentamento e gerando questionamentos sobre a capacidade de Marinho de liderar de forma independente. Apesar das dificuldades, Marinho reafirmou sua candidatura representando o PL.
Enquanto isso, aliados de Alcolumbre afirmam que ele já teria os votos necessários para garantir sua reeleição. Sua aproximação com setores da oposição continua a se desenvolver, promovendo debates com figuras proeminentes do bolsonarismo. Contudo, ele também enfrenta resistência de partidos como o MDB, em relação à proposta de anistia, embora haja a defesa de tal medida por alguns governistas. A batalha pela presidência do Senado promete ser acirrada nos próximos meses.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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