
247 – O comparecimento antecipado de eleitores às urnas no atual ciclo eleitoral dos Estados Unidos alcançou um marco sem precedentes. Superando o patamar de quase 46 milhões contabilizado no pleito legislativo de meio de mandato de 2022, mais de 49 milhões de cidadãos norte-americanos já registraram seus votos, valendo-se da modalidade presencial ou do envio postal, informa a agência Reuters.
Os dados apurados e centralizados pelo Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida mostram uma mobilização intensa. Esta disputa renova todas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e 35 dos 100 assentos do Senado dos Estados Unidos. Eventual avanço e vitória da oposição democrata em qualquer uma das duas Casas Legislativas abrirá margem para investigações parlamentares rigorosas sobre o Poder Executivo chefiado por Donald Trump, que ao longo dos últimos dois anos desfrutou do suporte de maiorias republicanas expressivas tanto na Câmara quanto no Senado.
Apesar de ter mantido uma agenda incansável de compromissos políticos por diversos estados ao longo das últimas semanas, o presidente Trump não agendou atos públicos para este sábado (31). A data coincide com uma celebração tradicional no país, que mistura mobilizações políticas, festividades do Dia das Bruxas e partidas de futebol americano universitário. O retorno do líder republicano aos palanques de campanha está previsto para o domingo, com viagens programadas aos estados de Iowa e Kansas.
Nesta reta final antes da votação oficial de terça-feira (3), o governo federal intensificou a atuação do Departamento de Justiça em questões eleitorais. O foco recaiu sobre a disputa ao Senado no estado do Alasca, onde órgãos federais aceleraram uma investigação de âmbito criminal na última sexta-feira. A apuração decorre de denúncias de que integrantes da equipe de uma candidata democrata teriam incentivado um professor aposentado, residente em uma vila de pescadores isolada, a inscrever sua candidatura ao Senado aproveitando-se do fato de possuir nome idêntico ao do senador republicano em exercício.
Com base em uma ação civil que o próprio presidente da República afirmou ter instigado, o Departamento de Justiça submeteu novos requerimentos à Justiça para tentar barrar a certificação oficial dos resultados das urnas no Alasca, na hipótese de o atual senador republicano, Dan S. Sullivan, ser derrotado pelo candidato sem filiação partidária Daniel J. Sullivan Jr. Essa eleição específica é vista como fundamental para as pretensões democratas de reverter a maioria republicana na Câmara Alta.
Em entrevista concedida na sexta-feira, o procurador encarregado pelo Departamento de Justiça no Alasca, Michael Heyman, declarou que revelações veiculadas pela imprensa levaram a um “aumento repentino” na alocação de recursos e agentes do FBI para o caso. Heyman assinalou ter escalado diversos promotores federais para atuar no processo e que as diligências prosseguem de maneira “intensa e rápida”. A acusação aponta o professor aposentado como um “candidato fictício”, embora as autoridades façam ressalvas e evitem explicitar qual infração penal teria sido formalmente configurada. A candidata democrata Mary Peltola declarou não ter conhecimento ou participação em ações de recrutamento do segundo postulante, enquanto o professor aposentado nega ter agido em coordenação com a campanha democrata.
Paralelamente, a administração Trump moveu ações judiciais contra o estado da Califórnia buscando anular o registro e impedir a apuração de votos referentes a mais de 20 mil eleitores sob a alegação de que seriam estrangeiros sem cidadania americana. Iniciativas semelhantes foram direcionadas contra cerca de 30 estados e o Distrito de Colúmbia na tentativa de obter acesso integral a cadastros eleitorais sem tarjas de sigilo. No entanto, um magistrado federal atendeu a pedidos da Califórnia e emitiu uma ordem proibindo o Departamento de Justiça de adotar ameaças de processo contra as autoridades eleitorais estaduais.
Representantes de entidades de defesa dos direitos de voto, a exemplo de especialistas do Centro Brennan para a Justiça, avaliam que a postura da administração pública se aproxima dos questionamentos levantados sobre os resultados de 2020. Segundo a análise de especialistas, o objetivo de ações jurídicas sem base sólida não seria a vitória nos tribunais, mas sim instilar incerteza, desconfiança institucional e pressão política sobre os responsáveis pela condução e validação do pleito em nível estadual.
Apesar das tensões no cenário político, levantamentos de opinião pública indicam estabilidade na percepção da população em relação à integridade do sistema. Pesquisa conduzida pelo instituto Reuters/Ipsos aponta que 76% dos eleitores americanos expressam confiança de que seus sufrágios serão contabilizados de forma correta e precisa, com índices de aprovação equivalentes tanto entre eleitores registrados no Partido Democrata quanto no Partido Republicano.
https://www.brasil247.com/mundo/voto-antecipado-bate-recorde-historico-nos-estados-unidos/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Argentina — Milei en Neuquén: “Estamos sentando las bases para el siglo de oro de la Argentina”
- ★Estados Unidos — Halloween: cuál es su origen y dónde se celebra
- ★Ébola en el Congo: más de 5.000 muertos por el brote
- ★Anunciaron 54 nuevas cuadras de asfalto en Ezpeleta
- ★Crece la presión libertaria para destituir al juez que frenó la reforma laboral



















