
O desastre ocorreu em 1996, apenas 24 segundos após a decolagem do Fokker 100, que partira do Aeroporto de Congonhas com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A queda, que devastou imóveis nas proximidades do aeroporto, trouxe à tona questões cruciais sobre a segurança aérea e a responsabilidade das companhias. A tragédia chocou não só os familiares das vítimas, mas também a sociedade em geral, provocando debates acalorados sobre a infraestrutura aeroportuária e a eficácia dos protocolos de segurança na aviação civil.
As investigações subsequentes revelaram uma série de falhas que culminaram na queda do voo. Um dos principais fatores identificados foi a abertura indevida do reversor do motor direito, um dispositivo crítico que auxilia na desaceleração durante o pouso. Essa falha impediu que a aeronave alcançasse a altura necessária durante a fase de subida, comprometendo o desempenho da mesma em uma fase crítica do voo. Além disso, foi constatada uma falta de preparo para responder à emergência, o que exacerbou a gravidade da situação.
Após a análise do desastre, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos divulgou uma série de recomendações para melhorar a segurança nas operações aéreas, incluindo aprimoramentos nos sistemas de bordo, no treinamento dos pilotos e na revisão de procedimentos operacionais.
Trinta anos mais tarde, a lembrança do voo 402 continua viva, perpetuando a memória das vítimas e oferecendo um espaço de reflexão para as famílias que sofreram com a perda de seus entes queridos. A tragédia se torna, assim, um alerta constante sobre a importância da segurança na aviação e da constante evolução dos protocolos que garantem a integridade de todos os que dependem do transporte aéreo.
https://reportermaceio.com.br/tragedia-do-voo-402-da-tam-completa-30-anos-recordando-a-queda-que-deixou-99-mortos-em-sao-paulo/
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