
Num editorial centrado no ódio em sua edição dessa quarta, 28, a Folha de São Paulo encontrou u culpado para a fuga do senador Flávio Bolsonaro, inconformado com a derrota. A Folha acena com o culpado de sempre, adversário número um do bolsonarismo: o ministro Alexandre de Moraes.
Sem cerimônia, a Folha coloca nas costas do ministro do STF e não no medo de Flávio de ir para a cadeia, a culpa da fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro. O senador tem vários BOs à sua espera, assim que perder a prerrogativa de foro em fevereiro do ano que vem, e pode ir para a cadeia, como o pai, pelos crimes cometidos, inclusive o mais recente de que é acusado, de lavagem de dinheiro com seu amigo advogado Willer Tomaz.
O título do editorial da Folha diz tudo:
“Revanche de Moraes e fuga de Flávio maculam a política”
Além de igualar a decisão de Moraes de pedir os passaportes de Flávio Bolsonaro à fuga do candidato derrotado para os Estados Unidos, a Folha fala em revanche de Moraes. Revanche em relação a quê? Quem busca revanche são exatamente os bolsonaristas, não apenas a família, mas todos os simpatizantes da “seita”, pelo fato de Alexandre de Moraes ter sido o relator do caso que colocou na cadeia, condenado a 27 anos e três meses de prisão, o líder do clã, criminoso golpista Jair Bolsonaro.
No editorial, a Folha acusa Moraes de “agir com voluntarismo incompatível com a prudência e o equilíbrio exigidos de um magistrado“, quando o ministro solicitou apenas a apreensão dos passaportes de Flávio, por solicitação da Polícia Federal, que temia pela fuga do senador, o que acabou acontecendo.
A Folha prossegue:
“Tomada no dia seguinte à derrota eleitoral por um ministro notoriamente antagonista da família Bolsonaro, a decisão agrava a percepção de parcialidade“.
Só que a escolha do ministro se deu por sorteio. Moraes, segundo a Folha, deveria se declarar impedido de pedir os passaportes porque a família e os bolsonaristas não gostam dele? A Folha quer até escolher juízes para a seita extremista?
O tom é sempre o mesmo, acusatório contra Moraes, como a Folha vem mantendo há anos, desde a famosa parceria com Glenn Greenwald, quando produziram um pastel de vento e acusaram o ministro de agir contra o rito, simplesmente porque Moraes não seguiu o “rito” e protocolou uma petição ao ministro presidente do TSE da época solicitando um material. Detalhe: o presidente do TSE era o próprio Moraes!
Mas um parágrafo no miolo do editorial trai e tira a máscara da Folha:
“É inadmissível, ademais, a falta de transparência sobre seus fundamentos. Teria Moraes tomado a mesma medida se Flávio tivesse saído vitorioso do pleito?“
Além de tomar como seu o mesmo raciocínio e a mesma pergunta de Flávio do momento do pedido de apreensão dos passaportes, a Folha omite do leitor que o ministro não tomaria a mesma atitude porque, por óbvio, Flávio eleito presidente a Polícia Federal não pediria ao Supremo a apreensão de seus passaportes por receio de fuga. Vitorioso, fugiria por quê? Eleito, todos os processos ficam suspensos. O presidente só pode se julgado por crimes cometidos durante o exercício do mandato.
De tanto defender o doisladismo, o “Brasil polarizado”, chegando a abrir sua página de Opinião para o ex-presidente que seguidamente a chamou de lixo e ofendeu seus repórteres, especialmente as mulheres, a Folha parece que aderiu e virou bolsonarista com síndrome de Estocolmo.
https://revistaforum.com.br/opiniao/folha-aponta-culpado-pela-fuga-de-flavio-bolsonaro-folha/
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