
Nesta quarta-feira, 14 de outubro, familiares, pesquisadores, juristas e entidades de direitos humanos se reunirão em São Paulo para exigir justiça por Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de Medicina assassinado por agentes da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) em novembro de 2024.
A atividade “Justiça para Marco Aurélio, martirizado pela PM” será realizada às 19h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), localizada na Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, no centro da capital paulista. O jornal A Nova Democracia acompanhará a atividade.
Participarão do debate Bruna Ferrari, pesquisadora de pós-doutorado do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP); Alfredo Attié, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), filósofo e jurista; Júlio César Acosta–Navarro, professor da Faculdade de Medicina da USP e pai de Marco Aurélio; e Camila Torres César, advogada, presidenta da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e doutoranda em Direitos Humanos na USP.
A mediação ficará a cargo da jornalista e diretora do SJSP Vilma Amaro. A atividade é organizada pela AcatBrasil – Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura e pelo Sindicato dos Jornalistas.
Família segue exigindo justiça
Marco Aurélio foi assassinado em 20 de novembro de 2024, durante uma abordagem da PM-SP. Imagens registraram o momento em que ele foi perseguido pelos policiais Bruno Carvalho do Prado e Guilherme Augusto Macedo e baleado à queima-roupa.
Reportagem de AND publicada um ano após o assassinato mostrou que a família continuava denunciando a ausência de responsabilização dos agentes e os sucessivos obstáculos impostos à tentativa de obter a prisão preventiva dos policiais.
O caso também ficou marcado pelas circunstâncias do atendimento prestado depois do disparo. Segundo registros reunidos pela família e publicados por AND, Marco Aurélio foi levado ao Hospital Ipiranga, cuja ala de tomografia estava superlotada, apesar da existência de outra unidade hospitalar próxima ao local onde foi baleado. Gravações também registraram comentários de agentes durante o socorro, denunciados pela família como tratamento cruel e degradante.
Quase dois anos depois, familiares de Marco Aurélio continuam mobilizados para que os responsáveis sejam punidos.
Convocação à solidariedade
A atividade desta quarta-feira busca fortalecer essa luta e ampliar a denúncia contra a violência das forças de repressão, reunindo familiares, entidades democráticas e todos aqueles que se solidarizam com o caso.
O assassinato de Marco Aurélio ocorreu em meio ao forte crescimento da letalidade policial em São Paulo. Dados reunidos anteriormente por AND mostram que as mortes decorrentes de intervenção policial no estado cresceram 59,2% entre 2023 e 2024, passando de 510 para 812.
A denúncia integra um cenário mais amplo de ampliação dos aparatos de repressão e vigilância sobre as massas em São Paulo, também abordado por AND em reportagem sobre o SmartSampa.

Familiares de Marco Aurélio, organizações democráticas e apoiadores convocam todos aqueles que se solidarizam com a luta contra a violência policial a comparecerem à atividade e fortalecerem a exigência de justiça.

ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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