
O último debate antes do primeiro turno das eleições e o contato com o eleitorado marcaram a quarta-feira (30) dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. Juliana Brizola (PDT) abriu a data reunida com sua equipe de campanha, participou do debate realizado na AMRIGS, na Capital, e encerrou o dia com um ato político em Osório, no Litoral Norte. Luciano Zucco (PL) também marcou presença no encontro com os concorrentes e, no fim da tarde, realizou uma caminhada pelo Centro Histórico de Porto Alegre ao lado de companheiros de chapa. Gabriel Souza (MDB) dividiu o roteiro entre o debate na Capital e um ato nas ruas de Eldorado do Sul com apoiadores e lideranças locais. Marcelo Maranata (PSDB) concentrou seus compromissos na Região Metropolitana, intercalando a concessão de entrevistas com a participação no embate entre os postulantes.
Rotina eleitoral II
Rejane de Oliveira (PSTU) dedicou o dia ao diálogo e à entrega de materiais para eleitores em um call center de Novo Hamburgo e na estação Mercado da Trensurb. Ao fim do dia, a candidata esteve na sede da Rede Pampa, em Porto Alegre, como a sexta convidada do ciclo de entrevistas individuais com candidatos ao governo gaúcho no programa Pampa Debates. Priscila Voigt (UP) priorizou o corpo a corpo com a população em uma banca na Rua dos Andradas, na Capital, deslocando-se no fim do dia para Passo Fundo, onde cumprirá roteiro entre quinta (1°) e sexta-feira (2). O candidato Cesar Pontes (PCO) não teve compromissos oficiais divulgados, mas segue autorizado a realizar atividades de campanha enquanto aguarda recurso contra o indeferimento inicial do seu registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Inspeção carcerária
Na Região Missioneira, um mutirão carcerário da Defensoria Pública do Estado (DPE/RS) inspecionou as condições estruturais e prestou assistência jurídica no Presídio Estadual de Palmeira das Missões entre terça (29) e quarta-feira (30). Durante a força-tarefa, a instituição garantiu a expedição do alvará de soltura de um homem que estava preso indevidamente há três meses, mesmo após ter sido absolvido pelo Tribunal de Justiça gaúcho. Ao longo dos dois dias de trabalhos, os defensores realizaram atendimentos individuais para 170 apenados, revisando questões de execução penal, cálculos de pena e pedidos de progressão de regime. A vistoria nas instalações da casa prisional também constatou um cenário de grave superlotação, apontando o abrigo de 204 pessoas em um espaço projetado pela engenharia para apenas 51 vagas. A partir das falhas identificadas, que incluem ainda a precariedade na assistência médica e psicológica, a DPE/RS elaborará um relatório para cobrar medidas de adequação das autoridades responsáveis.
Perseguição condominial
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou um morador de um condomínio em Porto Alegre por vias de fato, injúria preconceituosa, perseguição e prática e incitação de discriminação motivada pela orientação sexual de um vizinho, que é síndico do condomínio e professor da UFRGS. Segundo a denúncia, o primeiro episódio ocorreu em junho, durante uma discussão, quando o acusado agrediu a vítima e proferiu ofensas homofóbicas na presença de testemunhas. Entre junho e setembro, ele teria mantido um padrão de hostilidade, com provocações, intimidações e ameaças, chegando a encurralar e bloquear a passagem do vizinho em área comum do condomínio. O denunciado está preso preventivamente em razão do risco de escalada das condutas, de antecedentes apontados no processo e da necessidade de proteger a vítima e as testemunhas. Na denúncia encaminhada à Justiça, a Promotoria Criminal da Capital pediu ainda a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados à vítima.
Política cicloviária
De olho na expansão e na manutenção da malha para ciclistas em Porto Alegre, o vereador Pedro Ruas (PSOL) protocolou na Câmara Municipal um projeto de lei que cria o Programa Municipal de Transparência, Atualização e Monitoramento da Infraestrutura Cicloviária. A matéria tem como objetivo garantir o acompanhamento contínuo das políticas públicas do setor e assegurar a efetiva integração da bicicleta ao sistema de mobilidade urbana. Pela proposta, a Prefeitura ficará obrigada a promover a revisão periódica do Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) no prazo máximo de cinco anos, adequando o planejamento cicloviário ao crescimento da Capital. O texto também exige que o Executivo publique um relatório anual detalhado, contendo a quilometragem de trechos implantados ou removidos, os investimentos realizados e o percentual de cumprimento das metas. Para o autor, a nova regra é fundamental para evitar retrocessos na infraestrutura existente e impulsionar a execução das diretrizes estabelecidas na lei de 2009 que ainda estão pendentes. (Por Bruno Laux)
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