
O crescimento econômico da China, projetado para superar 5%, vai muito além de um dado macroeconômico positivo. Ele sinaliza a consolidação de um novo arranjo de poder econômico e financeiro, no qual o yuan passa a ocupar papel cada vez mais central nas transações internacionais. Ao combinar escala produtiva, liderança tecnológica e investimentos robustos em inovação, Pequim cria as condições para reduzir a dependência global do dólar e ampliar o uso de sua própria moeda no comércio exterior.
As declarações de Borge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial, reforçam esse diagnóstico. A China já não se limita a setores tradicionais: sua liderança em energias renováveis, veículos elétricos e tecnologias associadas à chamada quinta revolução industrial a posiciona no centro das cadeias globais de valor. Nesse contexto, a adoção do yuan em operações comerciais deixa de ser apenas uma escolha operacional e passa a ser uma decisão estratégica para parceiros que buscam eficiência, previsibilidade e menor exposição cambial.
O aumento dos acordos bilaterais e regionais firmados pela China acelera esse movimento. Em um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas e questionamentos sobre a estabilidade do sistema financeiro dominado pelo dólar, o uso do yuan surge como alternativa pragmática. Para países que mantêm relações comerciais intensas com Pequim, liquidar transações diretamente na moeda chinesa reduz custos, mitiga riscos e fortalece vínculos de longo prazo.
Além disso, o enfraquecimento dos modelos tradicionais de multilateralismo, apontado por Brende, abre espaço para arranjos mais flexíveis e funcionais, nos quais a China exerce protagonismo crescente. Nesses novos formatos de cooperação, o yuan tende a ganhar relevância não apenas como meio de pagamento, mas também como instrumento de financiamento, investimento e integração econômica, sobretudo entre economias emergentes.
Em síntese, a expansão econômica chinesa e sua liderança tecnológica reposicionam o yuan no tabuleiro financeiro global. A moeda deixa de ser um elemento periférico para se afirmar como pilar de uma ordem econômica mais multipolar, na qual eficiência, pragmatismo e inovação passam a ter peso semelhante — ou até superior — à tradição monetária estabelecida
Fuente de esta noticia: https://brasiliainfoco.com/embraer-impulsiona-relacoes-entre-brasil-e-china/
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