
A República das Ilhas Marshall avança na adoção de soluções integradas para reforçar a segurança hídrica, restaurar ecossistemas estratégicos e aumentar a resiliência climática dos seus atóis, após a aprovação de um novo investimento internacional de grande porte.
A Autoridade de Proteção Ambiental (EPA) das Ilhas Marshall, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), obteve aprovação do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e do Fundo Especial para Mudanças Climáticas (SCCF) para a implementação do projeto “Atóis Azul-Verdes: Combatendo a degradação do solo, a salinização das águas subterrâneas e a erosão costeira nas Ilhas Marshall por meio de estratégias resilientes ao clima”. A decisão foi tomada durante a mais recente reunião bianual do Conselho do GEF.
A aprovação ocorre em um momento considerado decisivo para a governança climática global. Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (Brasil), os países participantes destacaram a necessidade de acelerar a implementação das políticas climáticas, com ênfase em adaptação e resiliência nos países mais vulneráveis. Entre as prioridades apontadas estiveram a ampliação do financiamento para adaptação e a operacionalização de mecanismos capazes de transformar compromissos em ações concretas.
Para a representante residente do PNUD no Pacífico, Munkhtuya Altangerel, o projeto exemplifica uma mudança de foco da retórica para a implementação. Segundo ela, a iniciativa evidencia o papel de liderança dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e reflete um modelo de resiliência que pode inspirar outras nações insulares. Altangerel ressaltou ainda que o projeto está alinhado às políticas nacionais, fundamentado em evidências científicas, desenvolvido com participação comunitária e estruturado a partir de financiamento misto.
O Projeto Atóis Azul-Verdes prioriza a recarga de aquíferos subterrâneos e a adoção de soluções híbridas baseadas na natureza, como barreiras permeáveis contra a salinização e valas de infiltração. A proposta reconhece os ecossistemas como uma linha essencial de defesa climática. As ações incluem a restauração de zonas costeiras, a reabilitação de solos que protegem as águas subterrâneas e o fortalecimento da infraestrutura hídrica, com impacto direto na redução da vulnerabilidade ambiental e no aumento da biodiversidade. Investimentos complementares em agricultura climaticamente inteligente e em empreendimentos verdes locais devem contribuir para meios de subsistência sustentáveis e maior resiliência comunitária.
A gerente-geral da EPA das Ilhas Marshall e ponto focal operacional do GEF, Moriana Phillip, destacou que os impactos das mudanças climáticas representam uma ameaça existencial para o país. De acordo com ela, o projeto marca uma transição para abordagens mais holísticas e baseadas na gestão da paisagem, em sintonia com o esforço internacional por ações concretas. Phillip afirmou que o governo pretende demonstrar como soluções integradas e lideradas pelas comunidades podem garantir a habitabilidade de longo prazo das ilhas.
O desenho participativo do projeto também reforça a governança inclusiva, ao fortalecer comitês comunitários, ampliar a liderança feminina na gestão da água e da terra e desenvolver capacidades técnicas locais para sustentar os ganhos de resiliência ao longo do tempo. Segundo Phillip, integrar diferentes setores e atores, em contextos urbanos e rurais, é um desafio complexo, mas o projeto foi concebido para enfrentar essas interconexões e gerar impactos positivos no cotidiano da população.
O Projeto Atóis Azul-Verdes está alinhado, ainda, ao projeto em execução do Fundo Verde para o Clima (GCF), “Enfrentando a Vulnerabilidade Climática no Setor Hídrico (ACWA)”, financiado pelo GCF, pelo governo das Ilhas Marshall, pela Austrália e pela União Europeia. A nova iniciativa deverá ampliar os resultados já alcançados, enfrentando lacunas remanescentes relacionadas à sustentabilidade hídrica e ecológica de longo prazo, com apoio adicional do GEF e do SCCF.
A partir de agora, o projeto entra em uma fase intensiva de preparação, que inclui avaliações técnicas, consultas com partes interessadas e mobilização de recursos públicos e privados. Quando plenamente implementada, a iniciativa deverá gerar benefícios duradouros para os sistemas hídricos, os ecossistemas e a resiliência das comunidades dos atóis, consolidando as Ilhas Marshall como referência em inovação para a adaptação às mudanças climáticas.
Fonte: PNUD.
Diplomacia Business
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